19 setembro 2020 | 07h31
  1.7K
Compartilhar      
Reserva indígena do Carreteiro não registrou mais conflitos após prisão de líderes dissidentes

A paz voltou a reinar na reserva indígena do Carreteiro em Água Santa após a prisão de 18 integrantes de grupos que disputavam a liderança do poder pelo cacicado no local. Os conflitos aconteciam também motivados por divergências na divisão das terras e na gestão de cargos e recursos.

Com o deflagrar da violência, um dos grupos foi expulso da aldeia e buscou abrigo na cidade de Água Santa, enquanto o outro grupo controlava a reserva.

Uma grande operação realizada no início do mês pela Polícia Federal com apoio de outros órgãos de segurança devolveu a tranquilidade ao local. Cerca de 110 policiais federais cumpriram 21 mandados de prisão preventiva e 28 de busca e apreensão nos municípios de Água Santa, Tapejara, Charrua e Passo Fundo no dia 4 de setembro.

O cacique do Posto Índígena do Carreteiro, Getúlio Daniel, é um dos presos junto com o líder de um grupo dissidente que foi expulso da aldeia. José Daniel se intitulava cacique do grupo que foi obrigado a deixar o local após o início dos conflitos. Outras 16 pessoas também foram presas e quatro armas foram apreendidas.

Em contato com o delegado da Polícia Federal, Sandro Bernardi, nesta sexta-feira, 18, os 18 detidos durante a operação seguem presos. Segundo Bernardi, os advogados que trabalham na defesa dos acusados pelos conflitos ingressaram com pedido de Habeas Corpus junto ao Tribunal de Justiça, porém os pedidos ainda não foram analisados.

Sandro Bernardi informou ainda que três indígenas seguem foragidos e são procurados pela polícia. O delegado confirmou à reportagem que a prisão dos líderes dos grupos fez com que os conflitos no local cessassem.

Fonte:

Uirapuru

Copyright 2017 © Todos os direitos reservados - Rádio Tapejara FM 101.5. contato@radiotapejara.com.br
53.014.652 de acessos desde 2009