14 setembro 2020 | 08h16
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Agosto é segundo mês do ano com menor número de feminicídios registrados no RS

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul na sexta-feira (11), quatro mulheres foram vítimas de feminicídio em agosto deste ano. Com isso, o mês se torna o segundo período com o menor registro de assassinatos de mulheres por motivo de gênero deste ano, ficando atrás apenas do mês de julho, quando foram registradas duas mortes.

Entretanto, na comparação entre os meses, o número de casos dobrou.

Agora, quando comparado ao ano anterior, os feminicídios caíram pela metade, pois em 2019, foram oito vítimas no mês de agosto.

Desde o início do ano, são 57 casos de feminicídios registrados (veja gráfico acima). Em comparação ao mesmo de oito meses de 2019, esse número representa uma queda de 10%.

"A violência contra a mulher é uma chaga que ainda persiste em nossa sociedade, mas é também incontestável o avanço obtido a partir das diversas medidas que adotamos especificamente para esse enfrentamento", pontua o o vice-governador e secretário da Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Júnior.

Outros crimes de violência contra a mulher

Estupros: com 31 casos a menos entre 2019 e 2020, a redução é de 19,9%.

Ameaças: queda de 15,1% entre os anos de 2019 e 2020, indo de de 3.004 para 2.551.

Lesões corporais: retração de 6,9%, de 1.460 para 1.359

Tentativas de feminicídio: apresentaram queda, passaram de 27 para 26.

Medidas de combate

Segundo o Governo do Rio Grande do Sul, a queda nos números se deve ao conjunto de ações combativas aos crimes de violência contra mulher. Entre elas, se destaca a abertura da possibilidade do registro de ocorrência de violência doméstica por meio da Delegacia Online.

Além disso, as Patrulhas da Maria da Penha também são citadas. A ação está presente em diversas cidades do estado e atua dando apoio e fiscalizando o cumprimento de medidas protetoras, e na fiscalização ativa e especializada. Os policiais da Brigada Militar fazem visitas nas casas das vítimas, levam um questionário para como estão as mulheres.

Análise dos dados

A pedido do G1, a médica sanitarista Stela Nazareth Meneghel, coordenadora do mestrado em Saúde da Família da UFRGS, está analisando os número expostos em relação à pandemia do coronavírus.

Num primeiro momento, ela acredita que, ainda no campo de abertura das hipóteses, pode haver relação entre o isolamento e o comportamento agressivo.

"A reclusão, o isolamento e a abertura, isso pode ter um efeito também no comportamento social, inclusive nos números de agressões e feminicídios. A gente pode tentar fazer correlacionar as curvas, e ver se elas tem algum efeito de implicação", pontua.

Fonte:

G1

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