02 julho 2020 | 11h04
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Auxílio emergencial: os R$ 600 vão custar caro a quem fraudou

Na pressa de disponibilizar milhões aos carentes vitimados pela quebradeira econômica durante a pandemia, o governo federal descuidou da fiscalização. O resultado pode ser constatado na série de reportagens feita pelo Grupo de Investigação da RBS (GDI), que mostrou casos de empresários, servidores públicos e socialites que pegaram o auxílio emergencial de R$ 600 da Caixa Econômica Federal, sem que os verdadeiros necessitados conseguissem o mesmo.

Mas os órgãos de fiscalização começam a agir. A Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) encaminharam ao Ministério Público Federal (MPF) pedido de investigação sobre benefícios pagos a quem não preenche os requisitos do programa.

Relatório do TCU detalhado na quarta-feira (1º) mostra quem são os 620 mil pagamentos suspeitos já identificados: 221 mil pensionistas do INSS, 200 mil beneficiados por outros tipos de auxílios governamentais, 134 mil servidores públicos (concursados ou temporários), 20 mil com seguro-desemprego, 21 mil com CPF cancelado – que são um mistério para as autoridades –, 7 mil presos, 16 mil beneficiários com renda acima do previsto no programa e espantosos 17 mil mortos.

Um dos focos dos Tribunais de Contas – estaduais e federal – é nos servidores públicos. O Ministério Público de Contas (MPC) do Rio Grande do Sul, por exemplo, pediu providências sobre 12,9 mil funcionários públicos municipais e estaduais gaúchos que receberam o benefício.

Já a Polícia Federal vai centrar esforços naqueles que usam o nome alheio para sacar os bens, como é o caso dos mortos e nos 7 mil presos. É crime organizado.

Mas os cidadãos que sacaram em nome próprio, sem ter necessidade, também serão chamados às explicações. No mínimo terão de devolver os R$ 600, com juros e correção, afora algum trabalho comunitário. O legítimo barato que sai caro, além de passarem vergonha nas redes sociais.

Fonte:

Rádio Gaúcha

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