30 março 2020 | 15h19
Atualizado em 31 março 2020 | 09h06
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Tapejarense acompanha o embarque de 20 mil bois no Porto de Rio Grande
Animais são das raças Hereford, Angus, Braford e Brangus

O caminhoneiro tapejarense Nico Sossella acompanhou nesse domingo (29) direto do porto de Rio Grande o embarque de 20 mil bovinos em um navio que terá como destino a Jordânia, no Oriente Médio.

Nico Sossella falou ao vivo na programação da Rádio Tapejara e informou que a operação de embarque dos animais iniciou ainda na tarde de sábado e a conclusão só deve ocorrer na terça (31) ou na quarta-feira (1º). O carregamento está sendo realizado pela empresa Sagres Agenciamentos Marítimos e a viagem deve durar até 23 dias.

A ação vinha sendo preparada desde a última semana pela unidade de vigilância agropecuária do Ministério da Agricultura. É a maior quantidade de animais vivos embarcados em um único navio. Com a inspeção já concluída, os animais começaram a chegar ao terminal na tarde de sábado.

Os animais viajarão no navio Bader III e são, em sua maioria de raças europeias como Hereford e Angus, e as cruzas destas raças com outras Braford e Brangus, entre outros. De acordo com a nota divulgada pelo porto, são raças com padrões muito apreciados em vários mercados consumidores do Oriente Médio pela qualidade e sabor da carne.Médica veterinária e chefe substituta da unidade, a auditora fiscal federal agropecuária Caroline Menezes explica que o procedimento é feito de forma ininterrupta. Ainda assim, são necessários vários dias, pelo volume de animais.

– Na fiscalização presencial, conferimos, por amostragem, identificação eletrônica dos bovinos, documentação de trânsito, se apresentam algum sinal clínico e cumprimento de bem-estar animal – explica.

Os agentes que trabalham no porto usam proteção adicional para se prevenirem contra o coronavírus – a atividade está na lista das consideradas essenciais.

No ano, este será o primeiro despacho de gado em pé – o navio tem como destino a Jordânia, no Oriente Médio. A venda de animais vivos é considerada opção de mercado para pecuaristas gaúchos. No mercado interno, a pecuária teve período de baixa de preços, revertido só no ano passado.

De 2016 para 2017, a quantidade embarcada no porto de Rio Grande quase duplicou (passou de 46,48 mil para 85,12 mil), mesma situação em 2018 somando 167,57 mil). Em 2019, recuou. Ainda assim, somou 130,91 mil bovinos.

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