10 setembro 2019 | 14h09
Atualizado em 10 setembro 2019 | 16h15
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Suspeitos de matar jogador do Corinthians em Erechim viram réus por homicídio qualificado
1ª Vara Criminal de Erechim aceitou a denúncia nesta segunda

O juiz Marcos Luís Agostini, da 1ª Vara Criminal de Erechim, aceitou, nesta segunda-feira, 09/09, a denúncia contra dois suspeitos pelo homicídio qualificado do jogador de futsal do Corinthians, Douglas Nunes da Silva, de 27 anos.

No dia 11/08, por volta das 05h20, Douglas foi atingido por um tiro em frente a um bar na área central da cidade. Ele estava em Erechim para a disputa da Taça Brasil de Clubes de Futsal.

O autor do disparo está preso desde o dia do crime. Ele se apresentou à polícia e confessou a autoria dos disparos em decorrência de uma briga que teve origem no interior do estabelecimento.

De acordo com o decreto de prisão preventiva, depois da briga, o suspeito se retirou do local, entrou em um veículo e retornou ao bar para, então, atirar em Douglas.

Segundo o magistrado, as circunstâncias e a motivação “revelam o desprezo do representado pela vida humana, mostrando-se desproporcional o homicídio cometido em face de uma mera discussão em festa”.

O réu já possui uma condenação criminal por tráfico de drogas e associação para o tráfico, pela qual cumpria pena em prisão domiciliar — que foi desrespeitada na noite do crime.

“Isso evidencia a dificuldade do representado de se adequar às normas de convívio social, bem ainda a total desconsideração com o cumprimento da lei e das determinações judiciais”, atesta o magistrado.

Na ocasião, também foi determinado mandado de busca e apreensão de armas de fogo e outros objetos úteis à investigação na casa do preso e a quebra do sigilo dos dados no aparelho celular dele.

A prisão preventiva do segundo réu foi decretada no dia 22/08. Ele estaria dirigindo o veículo usado pelo autor dos disparos para retornar ao bar e matar Douglas. Conforme apuração policial, o homem teria adquirido, no mês de abril, munições de calibre idêntico ao projétil apreendido no local do crime.

Para o magistrado, o homem prestou auxílio material ao primeiro réu, ao levá-lo, após a briga, até a frente da boate com o próprio veículo e ter fornecido a arma de fogo utilizado na prática do delito.

O juiz citou ainda que é possível que ele esteja ocultando a arma de fogo utilizada na prática do crime, para prejudicar o andamento da investigação ou a realização de perícia na referida pistola.

Fonte: G1 RS

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