03 julho 2019 | 09h35
Atualizado em 03 julho 2019 | 09h35
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Morte por febre amarela em Santa Catarina resulta em força tarefa de vacinação em nossa região

A Febre amarela é uma doença infecciosa, transmitida por mosquitos que picaram macacos infectados. A doença pode levar à morte em uma semana se não for tratada e a única prevenção é a vacina. O registro de uma morte em Santa Catarina acendeu um alerta no Alto Uruguai. De acordo com a 11ª Coordenadoria Regional de Saúde a doença pode chegar a região em setembro. Só que, como aqui não existem dados de cobertura vacinal da doença em adultos, já que o sistema disponível contabiliza apenas dados em crianças menores de um ano de idade, começou nesta semana uma força tarefa de cobertura vacinal naquela região.

As Unidades Básicas de Saúde de Erechim estão mobilizadas para verificar as carteirinhas de vacinação. Nas cidades do interior serão realizadas visitas em residências. O objetivo é imunizar o maior número possível de pessoas. Para o responsável pelo setor de vacinação da 11ª Coordenadoria Reigonal de Saúde de Erechim, o deslocamento do vírus na mata está sendo esperado para chegar em setembro ao Estado. “O risco hoje é que tenhamos a presença de uma epizootiase que quer dizer surto da doença. Por isso nossa preocupação com a prevenção da doença para o ser humano. Erechim e região estão em uma força tarefa contra a febre amarela. Nós estamos trabalhando na prevenção. Na semana passada tivemos uma reunião com todos os municípios da região. Os profissionais de cada unidade básica de saúde estarão ofertando a vacinação a população do interior das cidades, pessoas que tem o maior risco em relação a doença. Se o vírus chegar serão eles os primeiros a pegarem. A epizootiase foi registrada em São Paulo e deve se deslocar e chegar até o nosso estado pelo corredor ecológico da mata”, pontuou Moretto.

Paralelo a vacinação a Coordenadoria de Saúde vai monitorar possíveis casos suspeitos da doença e ainda cobrar dos municípios os dados da vacinação contra febre amarela. A situação preocupa porque em Santa Catarina foram confirmados três casos de febre amarela. Dois casos em Itapoá e em um Joinville que resultou na morte de uma pessoa. O paciente tinha 36 anos e não tinha registro de vacina.

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