12 junho 2019 | 08h59
Atualizado em 12 junho 2019 | 09h00
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Centrais sindicais prometem greve na sexta-feira no RS

Centrais sindicais e movimentos sociais prometem realizar greve no Estado, na sexta-feira (14), contra a proposta de reforma da Previdência. A manifestação deve seguir a agenda de atos convocados para o mesmo dia em outras regiões do país. Serviços nas áreas de educação, saúde e transporte de passageiros, como o trensurb, podem ser impactados.

O presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB-RS), Guiomar Vidor, diz que a adesão à greve "está sendo significativa", mas ainda não detalha o número de categorias que devem integrar a mobilização. Em Porto Alegre, o principal protesto contra a reforma da Previdência está marcado para a Esquina Democrática, no Centro. A concentração no local está marcada para as 17h.

— Além do protesto contra a reforma, buscamos ainda melhores condições de emprego e defendemos a valorização da educação — relata Vidor.

Presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado (CUT-RS), Claudir Nespolo acrescenta que, no Interior, manifestações também devem ser realizadas entre o final da tarde e o começo da noite.

— O movimento será replicado em cidades como Caxias do Sul, Pelotas e Rio Grande, além de regiões como o Vale do Sinos — pontua Nespolo.

Confira os possíveis impactos da greve

Transporte

O Sindimetrô-RS, que representa os metroviários no Estado, aderiu à greve. Presidente do sindicato, Luis Henrique Chagas afirma que a categoria não trabalhará ao longo de toda a sexta-feira, o que paralisaria o trensurb, que opera entre a Capital e Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Em maio, 171,7 mil passageiros foram transportados, em média, por dia útil.

— Somos contrários à reforma da Previdência e à privatização da Trensurb. Não vai ter trem durante todo o dia. A paralisação começa à meia-noite de sexta-feira — promete o presidente do Sindimetrô-RS, Luis Henrique Chagas.

Em nota, a Trensurb declara que "irá envidar esforços para minimizar os transtornos aos usuários do metrô e garantir o direito de ir e vir da população". "Utilizando-se de medidas judiciais previstas em lei, procedimentos administrativos e, ainda, com os recursos humanos disponíveis, a empresa buscará a manutenção da prestação do serviço", completa o texto.

Na Capital, o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário (Stetpoa), Sandro Abbade, comenta que a entidade terá um carro de som para protesto no Centro, mas garante que as garagens das empresas não serão trancadas. Assim, a circulação dos ônibus não seria afetada.

O Sindicato Metropolitano dos Rodoviários (Sindimetropolitano) tem posição semelhante. Diretor da entidade, Alex Dornelles considera importante questionar a reforma da Previdência, mas diz que os trabalhadores vinculados ao sindicato não devem aderir à greve. Segundo o diretor, o Sindimetropolitano representa profissionais em sete cidades — Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Gravataí, Glorinha, Nova Santa Rita e Viamão.

— Quer fazer greve geral? Então, tudo deve ser parado. Nenhum avião poderia decolar no aeroporto, como acontece quando a Argentina tem greve, por exemplo — argumenta Dornelles.

Educação

O conselho geral do Cpers/Sindicato, que representa os professores da rede estadual, declarou apoio à paralisação. Em vídeo publicado nas redes sociais, a presidente da entidade, Helenir Aguiar Schürer pediu a participação da categoria para "enterrar" a reforma da Previdência.

— Todas as escolas deverão estar fechadas e nós deveremos estar na rua mostrando os prejuízos que a reforma nos trará — comentou Helenir.

A Associação de Docentes da UFRGS (ADUFRGS) também promete aderir à greve e participar do protesto no centro de Porto Alegre. Consultada por GaúchaZH, a assessoria de imprensa da universidade informou que o impacto em suas atividades "dependerá da adesão ou não dos professores e técnico-administrativos ao movimento". "Aos alunos, passamos a orientação de entrarem em contato com os professores para buscarem informações a respeito da confirmação, ou não, das aulas", completa o texto.

A greve também recebe o apoio do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Estado (Sinpro-RS). A entidade representa educadores de cerca de 400 escolas e cem instituições de ensino superior gaúchas.

Saúde

A promessa de paralisação também pode ter reflexos em diferentes serviços na área de saúde. Sindisaúde-RS, que representa técnicos e trabalhadores de nível médio, Sergs (enfermeiros), Sindifars (farmacêuticos) e Sinditest-RS (técnicos de segurança do trabalho) defendem a paralisação. As entidades representam cerca de 100 mil profissionais no Estado.

Bancos

Em assembleia, o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) aprovou apoio à mobilização. Presidente da entidade, Everton Gimenis defende a participação da categoria, mas pondera que ainda não é possível apontar qual será o nível de adesão dos profissionais ao movimento.

— Somos contra a reforma da Previdência e defendemos a manutenção de bancos públicos. Agora, se todos vão parar ou não, vai depender da decisão de cada um — frisa Gimenis.

Fonte:

ZH

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