13 março 2019 | 15h44
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Réus são condenados por homicídio praticado na Aldeia de Ventarra, em Erebango
Os quatro réus receberam penas de 15, 12, 15 e seis anos

O julgamento do homicídio ocorrido durante conflito indígena na aldeia de Ventarra, em Erebango, ainda em fevereiro de 2015, foi concluído na madrugada desta quarta-feira, 13/03, em Erechim.

O Conselho de Sentença, formado por sete jurados da comunidade regional do Alto Uruguai, condenou os réus Odimar da Silva, Fabrício Braga Junior, Silmar Candinho e Gilnei Candinho pelo homicídio, qualificado por meio cruel, da vítima Louritã Manoel Antônio, à época com 37 anos. Os quatro réus receberam penas de 15, 12, 15 e 6 anos, respectivamente.

Apesar de o Ministério Público Federal (MPF) requerer a prisão imediata dos três primeiros sentenciados, o juiz-presidente da sessão indeferiu o pedido e permitiu que todos os quatro réus recorram em liberdade. Um dos argumentos utilizados pelo MPF para pedir a prisão seria a continuidade da prática de atos de violência na Terra Indígena de Ventarra pelos réus, com fechamento de posto de saúde e de escolas.

Ao final do julgamento, a procuradora da República Letícia Benrdt e o procurador da República Gustavo Torres Soares, coordenador do Grupo de Apoio do Tribunal do Júri no MPF, consignaram: “Todos os atores envolvidos, especialmente os atentos jurados da comunidade regional, cumpriram bem seus papéis.” Os dois procuradores da República ressaltaram ainda que este julgamento é muito simbólico para a comunidade do Alto Uruguai, no sentido de repúdio à violência nas terras indígenas e de valorização da vida.

Fonte: Atmosfera Online

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