07 outubro 2017 | 07h45
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Clientes lesados por Maurício Dal Agnol criam associação

Foi criada uma associação de vítimas do advogado Maurício Dal Agnol, acusado de dar um golpe milionário em pelo menos 30 mil pessoas no Rio Grande do Sul. O principal objetivo é agilizar a indenização das vítimas. A iniciativa é de um grupo de advogados. Mais de 1 mil ex-clientes já buscaram ressarcimento que chega a R$ 173 milhões apropriados irregularmente por Dal Agnol.

"Nós queremos efetivar o direito dessas pessoas de receber o que é de direito delas, e que elas já deveriam ter recebido há cinco, dez anos", diz a presidente da associação, Ana Carolina Reschke.

A Polícia Federal prendeu Maurício Dlagnol em setembro de 2014, em Passo Fundo. Cinco meses depois, ele conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), e foi libertado. O advogado é acusado pelo Ministério Público de ter ficado com o dinheiro dos clientes, em ações movidas contra a extinta Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT).

Uma das vítimas, um homem de 73 anos, conta que deveria receber quase R$ 170 mil, mas ganhou menos de 40% do que tinha direito. "Jamais eu suspeitei que fosse cair em uma armadilha", relatou.

O andamento de processos da área criminal, que cobram indenização de Dal Agnol, está suspenso em caráter liminar pelo STF. A defesa do advogado questionou a competência de dois juízes que atuaram a condução dos processos.

Para a presidente da associação, os crimes cometidos pelo advogado são uma "mini-Lava Jato". "Praticada por um homem só, e que movimentou em suas contas pessoais R$ 2,8 bilhões", afirma Ana Carolina.

A defesa de Maurício Dal Agnol diz que o surgimento da associação não vai mudar o andamento dos processos. Até a noite desta sexta-feira (6), o advogado só foi intimado em 72 processos, que se referiam a um acordo firmado com a Brasil Telecom, que comprou a CRT.

Fonte:

G1

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